domingo, 18 de maio de 2014

Einstein, Darwin, Newton, Keppler e a nossa vida

Da página "Obvious"
O que Einstein, Darwin, Newton e Kepler têm a dizer sobre a sua vida
Alícia Madrid - in "Recortes" -

Aqueles ilustres senhores que marcavam presença nas aulas de física e biologia poderiam dar a impressão de tratarem de assuntos muito pouco cotidianos, e deveras ininteligíveis, sem certa dose de concentração; porém, depois de refletir sobre alguns dos postulados mais importantes de cada um deles, cheguei à conclusão de que algumas leis e teorias podem se transformar em lições de vida, se analisadas pelo ângulo certo.


Einstein dissertou sobre a relatividade do tempo.
Não me aterei às minúcias de aclamada teoria, mesmo porque não passo de uma mera curiosa a respeito do assunto.
O fato é que, a grosso modo, o velhinho da língua saliente afirmou que o tempo passa mais devagar para os corpos em movimento.

Na prática, podemos depreender que o segredo para aproveitar o tempo é o deslocamento, e aqui nos cabem duas interpretações: uma literal e uma metafórica.
A primeira diz “mova-se”: vá viajar, vá visitar os amigos e a família, vá dar uma volta no quarteirão, vá participar de uma maratona, qualquer coisa que te faça levantar do sofá enquanto aquele tirano chamado relógio brinca de Pacman com cada minuto da sua vida.

Já a segunda interpretação, pode ser vista como uma mensagem de anti-estagnação mental, e é simples observá-la na prática: sabe aquele dia mega produtivo que parece ter durado 100 horas? Pois é, é o tempo se esticando porque seu cérebro está em "movimento". Faz sentido?


Tela de Maurício Costa
Darwin, com sua sábia e por vezes polêmica teoria da evolução, nos diz que tem mais chances de sobrevivência aquele que melhor se adapta.
Na vida, algumas vezes, as condições parecem desfavoráveis, o ambiente hostil, os recursos escassos e aí podemos escolher sentar e reclamar ou tentar encontrar um meio de fazer com que algo que trabalhe a nosso favor.

Uma das minhas maiores convicções é que qualquer experiência - positiva ou negativa - traz uma mensagem a ser aprendida e incorporada ao crescimento pessoal.
Lutar contra fatores que estão além do nosso alcance é desperdiçar a energia que poderia ser utilizada para amenizar ou mudar as condições sórdidas em que nos encontramos.


Pode ser que nem o próprio Newton tenha se dado conta de que a Lei da Inércia é uma asserção a respeito do comodismo: um corpo em repouso ou em movimento uniforme tende a permanecer assim.
Logo, aplicando em nossas próprias vidas, podemos concluir que nos acostumamos a deixar as coisas do jeito que estão - nossa rotina, nosso emprego, nossas relações.
E quando nos sentimos contentes ou pelo menos satisfeitos com tais âmbitos do cotidiano, ótimo!
O problema é quando nos acostumamos com o sofrimento, como por exemplo, a ter um emprego que odiamos, a namorar alguém que não amamos, a presenciar as mesmas brigas, a passar pelos mesmos problemas, a encarar as mesmas situações desagradáveis...
Em resumo, quando a infelicidade se torna um hábito. Volte ao parágrafo do Einstein e do Darwin para saber o que eu tenho a dizer a respeito disso.


Kepler, o físico astrônomo, constatou que os planetas descrevem órbitas elípticas em torno do Sol, o qual ocupa um dos focos da elipse. E aqui reside a mensagem menos óbvia das que mencionei até agora, contudo, não menos complexa ou profunda.
Note que se até os planetas possuem mais de um foco, nós, filhos do carbono e do amoníaco, sempre retemos em nossas mãos mais de uma escolha, mais de um caminho, mais de uma solução. Para cada evento indecifrável, há uma resposta insólita, uma saída incomum.
Às vezes, só precisamos trocar o Sol de lugar.
Que o legado dos grandes pensadores - na maioria filósofos, antropólogos ou poetas - se propague pela eternidade, mas que que possamos também alimentar a alma a partir das ideias concebidas por aqueles que descreveram o universo e a natureza através de fórmulas e tecnicidades.
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