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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Publicidade 'literária'

Sabonete Phebo: O último resquício de civilização em um mundo de barbárie


O homem ao meio da selvageria apega-se ao último sinal de refinamento como uma criança aperta contra o peito seu bichinho de pelúcia favorito. Na mão do homem, bem guardado pelos dedos cerrados, repousa um sabonete Phebo. Sem dúvida a magnum opus da Granado Pharmacia, empresa responsável pelo sabonete entre dezenas de produtos, o Phebo é uma joia rara no comércio brasileiro. Sua linha mediterrânea (“Figo da Turquia”, “Tuberosa do Egito”, Alfazema Provençal”, “Cedro do Marrocos” e “Limão Siciliano”) transcende a responsabilidade com a higiene pessoal do corpo, da virilha, do bumbum e atrás da orelha. 
Os sabonetes Phebo são uma viagem no tempo, são o cheiro de avós, uma homenagem à tradição. O tipo de sabão que ultrapassa a pele e limpa até a alma.

Eu não vou julgar se, na intimidade do box embaçado, você abrir a boca e morder o Phebo. 
Morde, vai. Mastiga. Sob efeito do Phebo, você se transporta dessa miséria, do aluguel, dos boletos de contas empilhados em cima da escrivaninha (cheia de adesivos de marcas de skate) que você tem desde os 14 anos. Sob efeito de Phebo, você vira um barão balonista voando pelos ares cantarolando uma melodia do Rimsky-Korsakov. 
Só a caixinha dos sabonetes Phebo já é mais elegante e sofisticada que a maioria dos itens de decoração das nossas casas

Disco de vinil na parede é o equivalente decorativo do blazer com camiseta de cultura pop, um equívoco assustadoramente popular que deixa seu quarto com cara de bar de rock do interior. 
Outro cenário recorrente: alguém critica Romero Britto e você pensa “caraio, que artista de altíssimo calibre intelectual essa pessoa gosta? Rothko? J.M.W. Tuner?” e aí descobre que ela coleciona toy art, boneco, bonecrinho, hominho. 
A arte em E.V.A., mesmo feia, é a menos pior das três, pois já estimulava o lado criativo da sua tia-avó anos antes da popularização do livro para colorir de adultos. 
O fato é que E.V.A., disco de vinil ou toy art: nada chega perto da elegância tradicional da embalagem do sabonete Phebo.


Talvez seja a classe média impregnada no meu sangue, mas Ph com som de F é a coisa mais chic que existe, ainda mais com essa fonte. 
E a ilustração botânica? O obsoleto ofício que uniu a ciência e arte repousa agora lindo e melancólico em uma caixa de sabonete. (...)

*            *            *

domingo, 22 de junho de 2014

FLORESTA NA BÉLGICA

Da página "Nômades Digitais"

Parece tirada de conto de fadas e tem uma beleza quase mágica. 
Na Bélgica, mais precisamente em Hallerbos, existe uma floresta coberta de flores que misturam o azul e o violeta, formando como que um tapete natural ao qual é difícil resistir.

Durante a primavera, as flores atraem visitantes de todo o mundo, além de fotógrafos ávidos por um bom clique. 
As condições atmosféricas na região, que incluem muitas vezes uma forte neblina, tornam o lugar ainda mais misterioso, com qualquer coisa de fantasmagórico. 
As densas camadas de flores são um indicador de que a floresta é bastante antiga e que tem permanecido arborizada durante séculos.

No final, o que importa reter é: Hallerbos e sua floresta é mais um dos lugares do mundo capazes de nos surpreender e de nos transportar para uma atmosfera diferente daquela a que estamos acostumados.

Confira tudo isso nas fotos abaixo:


Foto Ramon Stijnen



Foto Kilian Schönberger



Foto Guy Lambrechts



Foto Walter Spoor


Foto |Matthias Locker

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terça-feira, 17 de junho de 2014

Casais escritores e alguma 'fofoca'

Casais de escritores 
que marcaram a história
Maria Luiza Artese -  In:"Homo Literatus"

O que acontece quando duas mentes criativas se unem romanticamente? Drama, felicidade ou morte, mas, em todos os casos, muito, muito material literário.

***

1 – Mary Shelley e Percy Bysse Shelley

Mary Shelley Percy
A autora de Frankenstein e o célebre poeta de Ozymandias iniciaram seu romance enquanto Percy ainda estava casado com Harriet Westbrook.

Mary era filha de William Godwin, mentor e ídolo de Shelley, e de Mary Wollstonecraft, famosa feminista da época.

As ideias políticas de Percy encontraram no intelecto prodigioso de Mary uma parceira ideal, e o casal ficou junto até a morte dele, afogado enquanto velejava. 
Casaram-se dois anos depois de fugirem para a Suíça, após a morte da esposa de Shelley, tendo sido motivo de vergonha e escândalo para a família.
Foi Mary quem cuidou do legado de Percy, embora a sua poesia não tenha ficado tão famosa quanto as ideias políticas, que já pregavam, no século XIX, o discurso da não-violência e até mesmo o vegetarianismo.

O casal fazia parte de um círculo invejável de literatos da época, como Lord Byron e o próprio William Godwin. Acredita-se que Frankenstein tenha tido grande influência de Percy, e alguns estudiosos clamam que a autoria do livro é, em parte, sua; segundo a própria Mary, no entanto, sua influência foi essencial, mas não tão grande assim: “I certainly did not owe the suggestion of one incident, nor scarcely of one train of feeling, to my husband, and yet but for his incitement, it would never have taken the form in which it was presented to the world.”

2 - Sylvia Plath e Ted Hughes

hughesplath
É impossível estudar sobre Plath sem esbarrar com o nome de Hughes, e vice-versa. 
O casal, que se conheceu em Cambridge em 1956, casou-se apenas 4 meses depois e foi tema de diversos livros biográficos que tentam resgatar os pedaços de tão tumultuada história, apenas para entender melhor a indecifrável relação que se passou entre os dois poetas.

Sylvia já tinha um histórico de depressão e tentativas de suicídio quando se envolveu com Hughes, considerado, hoje, um dos maiores poetas da literatura inglesa. 
Em 1962, ela descobriu que o marido mantinha um caso com Assia Wevill, o que a levou à separação.
No ano seguinte, Plath cometeu o suicídio por envenenamento com monóxido de carbono, colocando a cabeça no forno com o gás ligado. Três anos mais tarde, Assia Wevill faria o mesmo.

Plath e Hughes tiveram dois filhos, e, após a morte de Sylvia, Ted ficou responsável pela sua obra, cuidando da publicação que a colocaria na história: o volume de poemas Ariel. 

Nos primeiros anos de casamento, no entanto, Sylvia e Hughes trocaram experiências significativas para as obras poéticas de cada um, como pode ser visto no depoimento dele a uma rara entrevista da BBC: “In this way, two people who are sympathetic to each other and who are right, who are compatible in this sort of spiritual way, in fact make up one person — they make up one source of power, which you both use and you can draw out material in incredible detail from the single shared mind. (…)It’s a complicated idea to get across, because you’ve first of all to believe in this sort of telepathic union exists between two sympathetic people.”

3 – Virginia Woolf e Leonard Woolf

virginiawoolf_leonard
Virginia e Leonard se conheceram no círculo literário que viria a ficar conhecido como Bloomsbury Group, no início do século XX. 
Leonard, membro de uma famosa sociedade secreta em Cambridge, é pouco conhecido pelo trabalho literário, mas escreveu diversas obras depois de casar com Virginia. 
O casal tinha uma relação feliz, tendo Leonard apoiado Virginia durante suas sérias crises nervosas, quando ele mesmo sofria de depressão. 
Fundaram, juntos, a Hogarth Press, editora que publicaria os trabalhos do Bloomsbury Group e viria a se tornar parte da Random House. 

Leonard era judeu, fato frequentemente evocado para se referir ao antissemitismo que imperava na Europa na época, e do qual a própria Virginia mostrava indícios, sempre estereotipando seus personagens judeus de maneira negativa; a própria Woolf, mais tarde, chamaria este preconceito de esnobe, defendendo o marido.

 O casal Woolf, como tantos na Europa, já se posicionava contra o fascismo antes de saberem que estavam na lista negra do nazismo. 
Antes de se matar, em 1941, Virginia deixou uma carta para Leonard, em que agradecia pelo apoio incondicional: “I owe all the happiness of my life to you. You have been entirely patient with me and incredibly good. I want to say that—everybody knows it. If anybody could have saved me it would have been you. Everything has gone from me but the certainty of your goodness. I can’t go on spoiling your life any longer. I don’t think two people could have been happier than we have been.”

4 – F. Scott Fitzgerald e Zelda Fitzgerald

Fitzgerald
O famoso casal da geração perdida teve um casamento tumultuado. Antes de aceitar se casar com Scott, Zelda o rejeitou por não acreditar que a sua situação financeira fosse suficiente para sustentá-la. 
O autor de O Grande Gatsby começou, então, a cortejá-la incessantemente, mantendo correspondências enquanto ela abertamente namorava outros homens. 

Após a admissão do primeiro romance de Scott, This Side of Paradise, Zelda concordou em casar-se com ele. Mas o marido acabaria lhe tirando mais do que inspiração: além de moldar personagens baseados em Zelda e utilizar os problemas conjugais como material, Scott copiaria pedaços inteiros do diário da esposa em seus livros. Zelda faria piadas publicamente com o assunto, profundamente ressentida, e o casamento, que já enfrentava problemas com o estilo de vida dos dois, a esquizofrenia dela e o alcoolismo dele, além das dívidas, foi rapidamente à ruína.
Zelda, no entanto, inspirou diversas heroínas de Fitzgerald, entre as quais Daisy, ao afirmar que gostaria que a filha fosse “bela e tola”. 

Zelda escreveu apenas um livro, Save me the Waltz, romance auto-biográfico sobre o casamento com Scott. Como, contudo, ele mesmo já escrevia, então, uma novela sobre o casamento deles, a publicação deSave me the Waltz teve pouco sucesso, com Scott chamando a esposa de plagiadora.

5 – Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir

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Sartre e Beauvoir se conheceram enquanto estudavam para um dos mais difíceis testes superiores na França.
Sartre passou em primeiro lugar, e Beauvoir, então com apenas 21 anos, em segundo. 
Desde então, tornaram-se inseparáveis. 
Beauvoir nunca quis casar, mas os dois mantiveram uma relação aberta pelo resto da vida. 

Filósofos do existencialismo, Sartre venceu o Nobel em 1964, mas recusou o prêmio, por não gostar de receber honrarias oficiais. 

Conhecida principalmente pela sua contribuição na área do feminismo, Beauvoir teve muita influência do parceiro, com quem discutia todos os trabalhos e dividia amantes. 

Durante o período em que Beauvoir lecionou na França, diversas controvérsias envolvendo alunas se instalaram; Simone e Sartre mantinham um acordo no qual ela seduzia alunas e então as levava a ele. 
Mais tarde, os dois viriam a lamentar o ocorrido, que teria prejudicado algumas meninas psicologicamente. 
Com Beauvoir afastada das salas de aula, suas obras literárias encontraram caminho, tendo as experiências com Sartre e suas amantes servido de material. 

Os dois também exploravam o peso que as Guerras tiveram em suas vidas, a exemplo de The Roads to Freedom, em que Sartre analisa os efeitos da Segunda Guerra Mundial sobre sua visão de mundo.

6 – Ernest Hemingway e Martha Gellhorn

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Hemingway e Gellhorn trabalharam exaustivamente cobrindo guerras; foi durante uma viagem de família a Key West, onde Hemingway morava, no entanto, que se conheceram. 
Jornalistas literários da época, os dois cobriram a guerra civil da Espanha, mas, durante o casamento, terceiro de Hemingway, as viagens extensivas de Gellhorn atrapalharam a relação. 
Hemingway sentia falta da esposa, mas o foco de Martha sempre foi revolucionar o que ficou conhecido como cobertura de guerra. 
O casal se separou após 5 anos de casamento, e Martha detestava ser ligada a Hemingway, recusando-se a falar dele em entrevistas, porque “não tinha a intenção de ser a nota de rodapé na vida de alguém”. 

Apesar de escrever novelas, Gellhorn não ficou conhecida, como Hemimgway, na área literária: acabou contribuindo de verdade para o jornalismo, mesmo que se considerasse uma autora antes de uma jornalista.
*        *        *

sábado, 5 de abril de 2014

De A.HUXLEY para G.ORWELL

Da página "Homo Literatus" -  por Luísa G. Ferreira em 05 de abril 2014

Neste mesmo marcador - Curiosidades - há breves referências a esses dois autores na postagem 'Vivendo e aprendendo com os livros'.


Aldous Huxley
George Orwell

As distopias mais populares do século 20 foram escritas por George Orwell e Aldous Huxley. As obras 'Admirável Mundo Novo' e '1984' representam indignação em relação à política autoritária da época; ambos advertiram sobre um possível futuro onde pessoas são manipuladas, não têm privacidade e vivem de acordo com o que é imposto pelo seu Estado.
A crítica às normas criadas pelo bem comum contracenam lado a lado com a corrupção do governo.

Huxley recebeu uma cópia da obra 1984, escrita por Orwell,  no início de sua publicação, mas por problemas de visão, sua leitura foi estendida. 
Na carta ele aponta a necessidade de um governo mais eficiente e a possibilidade de uma futura guerra em larga escala com fontes biológicas e atômicas.

Confira a opinião de Aldous Huxley sobre '1984' em sua carta escrita em outubro de 1949:

"Caro Sr. Orwell,

Foi muito gentil da sua parte solicitar a seus editores que me enviassem uma cópia de sua obra. 
Ela foi entregue conforme solicitado enquanto eu estava no meio de um trabalho que requeria muita leitura e constantes consultas de referências de minha parte; e devido à minha visão prejudicada, vejo-me na necessidade de racionar meus momentos de leitura. 
Foi necessário aguardar um longo período para que eu pudesse embarcar em '1984'.

Concordando com o que todos os críticos expressaram até o momento, eu não preciso dizer, mais uma vez, o quão excelente e profundamente importante esse livro é. 
Permita-me então, falar a respeito do assunto que permeia sua obra – a última grande revolução? 
As primeiras dicas de uma filosofia da última grande revolução – a revolução que vai além do político e do econômico, e que busca a total subversão da psicologia e fisiologia individual – podem ser encontradas nas obras do Marquês de Sade, que se via como um continuador, um consumador, de Robespierre e Babeuf. 
A filosofia da dominação da minoria em 1984 é de um sadismo que se carrega além de sua conclusão lógica indo além do sexo e, inclusive, o negando. Porém, uma política de botas-na-cara da população se manter indefinidamente parece duvidável. 
Minha crença pessoal é de que um governo oligarquista irá encontrar maneiras mais fáceis e de menos gastos de continuar no poder e satisfazer sua sede de poder, e que essas maneiras irão se parecer mais como as que descrevi em 'Admirável Mundo Novo'. 
Ocasionalmente e recentemente, me encontro pesquisando a respeito do magnetísmo e hipnotismo animal, e, em mais de uma ocasião, me encontro surpreso por, em mais de cento e cinquenta anos, o mundo se recusar a reconhecer a seriedade das descobertas feitas por Mesner, Braid, Esdaille e tantos outros.

Em parte devido ao materialismo predominante e em parte devido ao crescente respeito pelos direitos humanos, os filósofos e homens da ciência do século dezenove não estão inclinados a investigar os estranhos fatos da psicologia para homens como políticos, soldados e policiais e aplicá-los no campo do governo. 
Graças à ignorância involuntária de nossos país, os adventos da última grande revolução foram atrasados por mais cinco ou seis gerações. 
Outro incidente de sorte foi a inabilidade de Freud a hipnotizar pacientes com sucesso e sua subsequente desistência da prática. Isso atrasou a aplicação do hipnotismo em terapias por mais alguns quarenta anos. 
Mas agora, psico-análises estão sendo combinadas novamente com hipnotismo; e a hipnose agora foi facilitada através do uso de substâncias que induzem o estado hipnótico e sugestivo aos mais tolerantes pacientes.

Dentro das próximas gerações, acredito que os governantes mundiais irão descobrir que condicionamento infantil e narco-hipnose são mais eficientes, como instrumentos de opressão, do que prisões e centros de tratamento, e que essa busca por poder pode ser satisfeita ao sugestionar a população a amar sua servitude ao invés de espancá-las e chutá-las à obediência. Em outras palavras, eu sinto que o pesadelo de 1984 está destinado a ser modulado ao pesadelo de um mundo que se assemelha ao que eu imaginei em Admirável Mundo Novo. 
Essa mudança irá ocorrer pela necessidade do governo de um modelo mais eficiente. 
Ao mesmo tempo, é claro, é possível a existência de uma guerra em larga escala de frentes biológicas e atômicas – que no caso, nos tragam pesadelos de outros e ainda não imaginados tipos.

Agradeço novamente pelo livro.

Sinceramente, Aldous Huxley.”

terça-feira, 25 de março de 2014

JACQUES PRÉVERT - Les feuilles mortes



Les feuilles mortes
Originalmente composto em francês, em 1945,  o poema de Jacques Prévert "Les feuilles mortes" é musicado pelo compositor franco-húngaro Joseph Kosma.

Em 1946, Yves Montand (com Irène Joachim) canta "Les feuilles mortes" no filme  "Les Portes de la Nuit" .

Tela de Leonid Afremov

Poema de Jacques Prévert

Oh! je voudrais tant que tu te souviennes 
Des jours heureux où nous étions amis 
En ce temps-là la vie était plus belle, 
Et le soleil plus brûlant qu'aujourd'hui 
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle 
Tu vois, je n'ai pas oublié... 
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle, 
Les souvenirs et les regrets aussi 
Et le vent du nord les emporte 
Dans la nuit froide de l'oubli. 
Tu vois, je n'ai pas oublié 
La chanson que tu me chantais. 

Refrain: 
C'est une chanson qui nous ressemble 
Toi, tu m'aimais et je t'aimais 
Et nous vivions tous deux ensemble 
Toi qui m'aimais, moi qui t'aimais 
Mais la vie sépare ceux qui s'aiment 
Tout doucement, sans faire de bruit 
Et la mer efface sur le sable 
Les pas des amants désunis. 

Les feuilles mortes se ramassent à la pelle, 
Les souvenirs et les regrets aussi 
Mais mon amour silencieux et fidèle 
Sourit toujours et remercie la vie 
Je t'aimais tant, tu étais si jolie, 
Comment veux-tu que je t'oublie? 
En ce temps-là, la vie était plus belle 
Et le soleil plus brûlant qu'aujourd'hui 
Tu étais ma plus douce amie 
Mais je n'ai que faire des regrets 
Et la chanson que tu chantais 
Toujours, toujours je l'entendrai!

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domingo, 23 de março de 2014

Beleza em Arquitetura

Da página "Obvious" - JEFERSON CORRÊA - 20 março 2014


Todas as manhãs, esta mesquita é iluminada com todas as cores do arco-íris. Um momento sagrado onde fé e arte se encontram.
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Foto Marco Anonini

Geralmente quando alguém nos conta sobre arquitetura histórica, imaginamos belos arcos, torres elevadas, esculturas e paredes de pedra , mas a maioria de nós provavelmente não pensa em cores vivas e vibrantes. 
A mesquita de Nasir al- Molk é uma exceção marcante e forte à frente da ideia de que estruturas históricas poderiam ter falta de cores. Não são apenas os seus vitrais ricamente coloridos , mas suas paredes apresentam uma bela e vibrante coloração conjunta de azulejos geométricos pintados.

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Foto Abbas Arabzadeh
A construção da mesquita foi iniciada em 1876 e concluída em 1888, em Shiraz, Irã pela ordem de Mirza Hasan Ali Nasir al Molk , um senhor da dinastia Qajar.
Os vitrais capturam a luz da manhã e criam um jogo glorioso de luz no chão da mesquita, ganhando o nome de " Mesquita Rosa " e convidando fotógrafos para capturar sua beleza. 
Embora alguns dos azulejos que a decoram sejam de cor rosa, parece que a mesquita inclui quase todas as cores sob o sol.
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Foto Amin Abedini
A mesquita possui muitos elementos da arquitetura islâmica tradicional como arcos Iwan e uma fonte central para as abluções, mas vitrais são relativamente raros. Apenas algumas outras mesquitas, como a Masjid al-Aqsa e a Mesquita Azul em Istambul apresentam janelas de vitrais. São belíssimas imagens de encher os olhos.

Apreciem sem moderação.

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sábado, 15 de março de 2014

A escrita, pelos escritores

Da página "Homo Literatus"



Demoroso, langoroso, livro das trevas, assim James Joyce descreveu Finnegans Wake. 

Não é um livro, é um insulto sem fim, uma cusparada na face das artes, um pontapé em Deus, no Amor e na Beleza, disse Henry Miller sobre Trópico de Câncer. 

Toda a minha teoria em relação à escrita posso resumir em uma frase: um autor deveria escrever para a juventude de sua geração, para os críticos da próxima e para os professores de todo o sempre, explicou F.Scott Fitzgerald.

Ficção é a vida melhorada, definiu o velho Buk. 

Emma Bovary c’est moi, confessou Flaubert. 

A palavra é o meu domínio sobre o mundo, revelou Clarice Lispector. 

Estilo é a deficiência que faz um sujeito escrever sempre do mesmo jeito, avaliou Mario Quintana.

Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideias, brincou Pablo Neruda.

O livro é um mestre que fala mas que não responde, filosofou Platão. 

Não existem livros morais ou imorais. Os livros são bem ou mal escritos, ressaltou Oscar Wilde.

O livro é uma extensão da memória e da imaginação, deduziu Jorge Luis Borges. 

Não há nada para escrever. Tudo o que você precisa fazer é se sentar em frente de sua máquina de escrever e sangrar, brandou Ernest Hemingway.

Eu escrevo livros, por isso sei todo o mal que eles fazem, ressaltou Leon Tolstoi. 

O declínio da literatura indica o declínio de uma nação, lamentou Johann Wolfgang von Goethe.

Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial, destacou Virginia Woolf.

Escrever é tomar decisões constantemente, afirmou Rubem Fonseca. 

Comecei a escrever para seduzir as mulheres. Elas estão sempre na origem de tudo, contou Adolfo Bioy Casares.

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

ESCOLA NAVAL Turma Feminina

Post facebook, 18 de fevereiro 2014


Primeira Turma Feminina da Escola Naval - 2014


Ao ver a foto da jovem aspirante já com o uniforme branco, uma delas escreveu um dos textos mais belos e atuais que li ultimamente. 
Ele não é apenas sobre Marinha, mas sim sobre o Brasil e os dias que vivemos.
Com a devida permissão da autora, Sra. Carla Andrade, encaminho o texto para sua apreciação.

Uma Foto e Vários Sentimentos
Carla Andrade

De todas as transformações que o nosso país enfrenta, não tenho dúvida que a pior delas é inversão de valores.
Não estou falando dos atores, mas da plateia.
Quem determina o sucesso de um espetáculo é o público. Por melhor que sejam os atores e o enredo, se o público não aplaudir, a turnê acaba.
Nós somos a sociedade, nós somos a plateia, nós dizemos qual o espetáculo deve acabar e qual precisa continuar.
Se nós estamos aplaudindo coisas erradas, se damos ibope a pessoas erradas, de que estamos reclamando afinal?
Somos nós que continuamos consumindo notícias de bandidos presos e condenados.
Somos nós que consumimos notícias de arruaceiros que ganham mesada para depredar o nosso patrimônio.
Somos nós que damos trela para beijaços, toplessaços, marcha de vadiaças, dos maconheiraços, dos super-heróis que batem ponto em “manifestações” (e que gostam de cozinhar-se dentro de uma fantasia num sol de 45 graus), e todos os tipos de histéricos performáticos que querem seus 15 minutos de fama.
Quando fazemos isso, estamos dando-lhes valores que não têm. Estamos dando-lhes atenção. Estamos dedicando-lhes o nosso precioso tempo.
Passou da hora de dar um basta nisso!
Por que os nossos jornais estão recheados de funkeiros ao invés de medalhistas olímpicos do conhecimento?
Por que vende-se mais jornal com notícia de um funkeiro que largou a escola por já estar milionário, do que de um aluno brilhante que supera até seus professores?
Por que sabemos os nomes dos BBBs e não sabemos os nomes dos nossos cientistas que palestraram no TED?
Por que muitos não sabem nem o que é o TED? Ou Campus Party? 
Por que um evento histórico para o Brasil como o ingresso da primeira turma feminina da Escola Naval não é noticiado?
Por que um monte de alienadas com peitos de fora, merecem mais as manchetes do que as brilhantes alunas, que conquistaram as primeiras 12 vagas, da mais antiga instituição de ensino superior do Brasil?
Por que nós continuamos aplaudindo a barbárie, se ainda temos valores?
O país não mudará se nós não mudarmos o foco!
Os políticos não mudarão se nós não refletirmos a sociedade que queremos!
Já passou da hora de nos posicionarmos!
Ostracismo a quem não merece a nossa atenção e aplausos para quem faz por merecer.
Merecer! Precisamos devolver essa palavra para o nosso dicionário cotidiano.
Meu coração ao olhar essa foto hoje, se divide em vários sentimentos distintos.
Muito orgulho de ser mulher e me ver representada por essas guerreiras.
Elas não estão fazendo arruaça pleiteando igualdade. Elas conquistaram a igualdade estudando e ralando muito.
Elas tiveram que carregar na mão as suas malas pesadas no dia que entraram na Escola Naval. Não puderam puxar na rodinha não! Tiveram que carregar na mão igual aos aspirantes masculinos. 
Elas foram e fizeram.
Mas ao contrário das feministas de toddynho, não estarão nas manchetes dos jornais de hoje. E isso me evoca outros sentimentos. 
Sentimentos de revolta, de vergonha, e de constrangimento frente a essas mulheres, que não serão chamadas de heroínas por apresentadores de televisão. Mas estão dispostas a morrer como heroínas por nosso país.

Parabéns Primeira Turma Feminina da Escola Naval, em 2014!
Vocês são a dúzia que vale muito mais que milhares!


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domingo, 12 de janeiro de 2014

ISAAC ASIMOV - HÁ 50 AN0S

Professor Isaac Asimov
As surpreendentes previsões de Isaac Asimov para 2014, 50 anos atrás
 Roberto Amado - Diário do Centro do Mundo - "Gazeta Social", 06 de janeiro 2014



Em 1964, durante a Feira Mundial de Nova York, o New York Times convidou o escritor de ficção científica e professor de bioquímica Isaac Asimov a fazer previsões de como seria o mundo 50 anos depois, ou seja, este ano. 

Asimov escreveu mais de 500 trabalhos, entre romances, contos, teses e artigos e sempre se caracterizou por fazer projeções acuradas sobre o futuro. 
As previsões do escritor, que morreu em 1991, são surpreendentes.

Cozinha
Asimov prevê que os equipamentos de culinária pouparão a humanidade de fazer trabalhos tediosos. “As cozinhas estão equipadas para fazer “auto-refeições”. “Almoços e jantares serão feitos com comidas semi-preparadas, que poderão ser conservadas em freezer. Em 2014, as cozinhas terão equipamentos capazes de preparar uma refeição individual em alguns poucos segundos”. 
Só faltou mesmo ele usar a palavra “microondas”.

Computadores
O escritor previu um mundo repleto de computadores capazes de fazer as mais complexas tarefas. “Em 2014, haverá mini computadores instalados em robôs”, escreve ele, no que parece ser uma alusão aos chips. 
E garantiu que será possível fazer traduções com uma dessas máquinas, como se previsse a existência do Google Translator.

Comunicação
As ligações telefônicas terão imagem e voz, garantiu Asimov em seu texto. “As telas serão usadas não apenas para ver pessoas, mas também para estudar documentos e fotos e ler livros”. 
E prevê que satélites em órbita tornarão possível fazer conexões telefônicas para qualquer lugar da Terra e até mesmo “saber o clima na Antártica”. 
Mas em Terra haverá outras soluções. “A conexão terá que ser feita em tubos de plástico, para evitar a interferência atmosférica”, escreve ele, como se já conhecesse a fibra ótica.

Cinema
Asimov previu que em 2014 o cinema seria apresentando em 3-D, mas garantiu que algumas coisas nunca mudariam: “Continuarão a existir filas de três horas para ver o filme”.

Energia
Ele previu que já existiriam algumas usinas experimentais produzindo energia com a fusão nuclear. Errou. 
Mas acertou quando vaticinou a existência de baterias recarregáveis para alimentar muitos aparelhos elétricos de nossa vida cotidiana. Mais ainda: “Uma vez usadas, as baterias só poderão ser recolhidas por agentes autorizados pelos fabricantes” — o que deveria acontecer, mas nem sempre acontece.

Veículos
Asimov erra feio nas suas previsões relacionadas ao transporte.
Ele acreditou que carros e caminhões pudessem circular sem encostar no chão ou água, deslizando a uma altura de “um ou dois metros”. E que não haveria mais necessidade de construir pontes, “já que os carros seriam capazes de circular sobre as águas, mas serão desencorajados a fazer isso pelas autoridades”.

Marte
Para o escritor, em 2014 o homem já terá chegado a Marte com espaçonaves não tripuladas, embora “já estivesse sendo planejada uma expedição com pessoas e até a formação de uma colônia marciana”. O que nos faz lembrar da proposta pública de uma viagem a Marte só de ida, feita recentemente, para formar a primeira colônia no planeta.

Televisão
Asimov cita a provável existência de “televisões de parede”, como se pudesse prever as telas planas, mas acredita que os aparelhos serão substituídos por cubos capazes de fazer transmissões em 3-D, visíveis de qualquer ângulo.

População
O escritor previu que a população mundial seria de 6,5 bilhões em 2014 (já passou dos 7 bilhões) e que áreas desérticas e geladas seriam ocupadas por cidades — o que não é exatamente errado. 
Mas preconizou, também, a má divisão de renda: “Uma grande parte da humanidade não terá acesso à tecnologia existente e, embora melhor do que hoje, estará muito defasada em relação às populações mais privilegiados do mundo. Nesse sentido, andaremos para trás”, escreve ele.

Comida
“Em 2014 será comum a ‘carne falsa’, feita com vegetais, e que não será exatamente ruim, mas haverá muita resistência a essa inovação”, escreve Asimov, referindo-se provavelmente aos hambúrgueres de soja.

Expectativa de vida
O escritor preconizou problemas devido à super população do planeta, atribuindo-a aos avanços da medicina: “O uso de aparelhos capazes de substituir o coração e outros órgãos vai elevar a expectativa de vida, em algumas partes do planeta, a 85 anos de idade”. 
A média mundial subiu de 52 anos em 1964 para 70 anos em 2012. Em alguns países, como Japão, Suíça e Austrália, já está em 82 anos.

Escola
“As escolas do futuro”, escreve Asimov, “apresentarão aulas em circuitos fechados de TV e todos os alunos aprenderão os fundamentos da tecnologia dos computadores”. 
O que ele não previu foi a possibilidade de os alunos ensinarem os professores quando se trata de uso de computadores — como, aliás, ocorre em algumas escolas públicas brasileiras.

Trabalho
Asimov previu uma população entediada, como sinal de uma doença que “se alastra a cada ano, aumentando de intensidade, o que terá consequência mentais, emocionais e sociais”. Depressão?

“Ouso dizer”, prossegue ele, “que a psiquiatria será a especialidade médica mais importante em 2014. Aqueles poucos que puderem se envolver em trabalhos mais criativos formarão a elite da humanidade”.


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