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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Convite



"Prosa, Poesia e Café"

Aos amigos que muito me honram ao visitar este blog:

Após alguns problemas técnicos  - nunca resolvidos, embora tenha pedido ajuda ao support - para a manutenção do blog, criei uma página no Facebook - Prosa, Poesia e Café - com o mesmo objetivo: divulgar e incentivar a leitura de autores, consagrados ou não,  que tornam mais suave a nossa caminhada.
Os textos são mais curtos porém escolhidos com o mesmo cuidado e carinho.

Pretendo continuar com o blog para os textos mais extensos.

Aguardo com alegria a sua visita e agradeço demais tanta consideração.

Bem-vindos ao nosso novo cantinho.

Bj



*        *        *


terça-feira, 14 de agosto de 2012

"RAZÃO E SENSIBILIDADE"


By Carl Vilhelm Holsøe, from Denmark (1863 - 1935)
- Oil on canvas -

[Danish School of Interior Painting. Beginning, founded in 1888]

 Às vezes, precisamos parar um pouco, pensar no que já dissemos sobre os nossos gostos e preferências e talvez reformular alguns conceitos.  É mais ou menos o que está acontecendo sobre o que sinto quanto às redes sociais.
Não se trata de esnobismo, mas mantenho perfil em uma rede social pela facilidade de comunicação com minha família e alguns amigos. Recentemente, entretanto, tenho recebido inúmeras manifestações de carinho e atenção de muita gente e fico muito comovida.

Este quadro, por exemplo, foi postado em meu mural por alguém que conheço apenas virtualmente, de longe - Belém do Pará - e que, no entanto, prestou atenção no meu modo de ser e de apreciar a vida. Não é pouco, nesse mundo de tanto individualismo.
Evidentemente, trata-se de pessoa de extrema sensibilidade e a quem eu havia contado uma historinha curta da minha longínqua infância. Aqui, pretendo me estender um pouquinho. Afinal, tenho esse direito.
 
Vejam só: episódio que ficou numa época raramente lembrada porque a vida transcorre em meio a turbulências e calmarias, eliminando ou 'arquivando'  o já vivido.

Quando meus pais foram alertados sobre a possível tendência que eu teria para a música, resolveram me matricular no Conservatório de Música da cidade onde morávamos. E lá fomos nós - eu, bem preocupadinha com a novidade (devia ter uns sete ou oito anos de idade).  As várias salas e saletas do casarão antigo abrigavam instrumentos diversos, estrategicamente ali colocados para despertar o interesse de pais e alunos.  Durante a visita de reconhecimento passamos por várias destas salas - algumas estavam em plena atividade de aula, e os sons eram realmente diferentes e maravilhosos.

Pois bem, enquanto os adultos conversavam acertando detalhes práticos, eu fui bisbilhotando sala por sala. Uma em particular me chamou a atenção pelo som do instrumento diferente que eu ouvia pela primeira vez assim, sem acompanhamento, num solo que, hoje, costumo dizer que foi o 'canto de sereia', arrebatador aos meus ouvidos infantis porém espertos.

Fiquei realmente fascinada e olhava fixamente para as mãos de dois dos alunos que ali estavam - dois meninos. Ouvi o professor interrompendo algumas vezes a execução para corrigir alguma coisa. Suas palavras eram enérgicas mas ao mesmo tempo incentivadoras.

Meu pai, então, chamou-me para comunicar que me matriculara no curso de Piano, o instrumento mais apropriado para as meninas, segundo explicou a diretora da escola. (Estou entregando um pouquinho a época e a minha idade, rsrsrsrs).  Naquele tempo, raros eram os casos de enfrentamento ou desobediência às decisões paternas. E, afinal, eu gostava de Música, não me importando de que modo e em qual instrumento seria executada. Fiquei feliz e disciplinadamente iniciei meu curso de Piano.

Para mim, o som mais atraente era a da sala de aula de Violoncelo, instrumento pouco 'adequado' - na época - aos 'modos' femininos de se sentar.  Coisa mais doida, não?

Pensando bem: não conheço violoncelistas mulheres mais maduras. São sempre jovens. Bom que os tempos tenham mudado!

Resumo: não cheguei a ser uma pianista, mas gosto de tocar até para mim mesma. Minhas filhas também gostam e tocam um pouco. Em nossa casa os  'saraus' particulares eram frequentes e divertidos. Elas criavam historinhas musicadas, enfim, bem diferente da fixação na TV. Isso passou, mas ficou na memória afetiva.

Simples, agora, entender a gratidão e emoção de receber um agrado assim numa rede social.

Obrigada, Telma, de Belém do Pará. Você me trouxe uma linda recordação da minha infância.

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terça-feira, 3 de abril de 2012

PÁSCOA


Como aos apóstolos assustados na tempestade, Cristo repete aos homens de nosso tempo: “Coragem, sou eu, não tenhais medo!” (Mc 6,50) "

"E se Ele está conosco, por que havemos de temer? Embora possa parecer escuro o horizonte da humanidade, celebramos o triunfo esplendoroso da alegria pascal. Se um vento contrário dificulta o caminho dos povos, se o mar da história se torna borrascoso, ninguém deve ceder ao pavor nem ao desânimo.

Cristo ressuscitou. Cristo está vivo entre nós A Páscoa traz consigo a mensagem de vida libertada da morte.

Que vençam os pensamentos de paz! Que vença o respeito pela vida!"

Papa João Paulo II


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sexta-feira, 23 de março de 2012

CHICO ANYSIO

Mais uma notícia triste, embora já esperada...Ele estava muito doentinho.

Toda a minha família gostava muito da 'Escolinha do Professor RAIMUNDO", essa, sim,  uma sátira bem feita sobre a situação do professor num país que precisa tanto de Educação.

As outras 'escolinhas' que compraram o formato do programa e tentaram imitar a criação de Chico Anysio não chegaram nem perto.

Enfim, vá em paz, Chico. Você alegrou e alertou várias gerações.
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quinta-feira, 1 de março de 2012

AOS AMIGOS ELEGANTES


Caros Amigos

Os posts que iriam para o marcador "Língua de Trapo - Baú do Ouriço" deste blog, estarão agora em  outro endereço - www.avesso-sueli.blogspot.com


Está ainda em fase de construção e, por enquanto, trata-se apenas de considerações sobre o meu próprio cotidiano.

Não sendo nenhuma celebridade e tendo uma vida bastante comum, o novo blog representa somente a disciplina de exercício do texto. Para não perder o hábito, sabem como é? rsrsrsrsrs

Isto não impede que eu receba com alegria os amigos que por ventura passem por lá.

Bjim.
Sueli

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

JAMES DEAN - Pequena homenagem

James Byron Dean
EUA, 8 de fevereiro de 1931, Marion, Indiana - 30 de setembro de 1955, Salinas, Califórnia
Ator, fotógrafo e piloto de corridas.


"Vidas Amargas"


"Juventude transviada"
 
"Giant" (Assim caminha a humanidade), com Elizabeth Taylor e Rock Hudson

Considerado um ícone cultural, como a melhor personificação da rebeldia e angústias próprias da juventude da década de 1950.

Encenou a Peça "O Imoralista", baseada na obra de André Gide, interpretando um homossexual. Com a peça ganhou o Tony Award de melhor ator do ano.

No dia em que morreu, James Dean ainda esgotava ingressos com o filme 'Juventude transviada'.


Recebeu duas indicações ao Oscar, postumamente. Em 1956, por Vidas Amargas (a primeira indicação póstuma na história da premiação), e em 1957, por 'Assim caminha a humanidade', ambas por melhor ator.

Ganhou dois prêmios do Globo de Ouro, em 1956 como melhor ator e, no ano seguinte, um prêmio especial que o consagrou como ator favorito do público.

Quando se dirigia para uma corrida, em 30 de Setembro de 1955, envolveu-se num acidente fatal, partindo imediatamente a coluna vertebral e sofrendo hemorragias internas.
Colocado na ambulância, o passageiro que estava a seu lado, o mecânico Rolf Wütherich, ouviu "um grito suave emitido por Jimmy - a lamúria de um menino chamando sua mãe ou de um homem encarando Deus."

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

CHARLES DICKENS



Charles John Huffam Dickens
Londres, 7 de Fevereiro de 1812 — 9 de Junho de 1870)

Novamente o Google me traz a memória da minha infância.
Hoje é aniversário de nascimento de Charles Dickens (200 anos!), que povoou minha imaginação com 'David Copperfield', história maravilhosa sobre um garotinho cuja vida é uma sucessão de sofrimentos e infelicidades.  Dizem os críticos que é, sim, uma obra autobiográfica. Além disso, há um painel crítico da sociedade inglesa no século XIX.
Não posso dizer que me lembre da narrativa toda, porque faz muito, muito tempo que o li. Eu era criança, mesmo; não adolescente ou jovenzinha, mas criança, aí pelos oito ou nove anos. Era um livro lindamente ilustrado, disso eu me lembro bem, e agradeço ao meu pai que sempre se preocupava em trazer cultura para nossas cabecinhas.
Adoro quando o Google me faz recordar as passagens boas da minha vida.
Hoje, vivemos tempos tão incríveis que podemos, através do Google, mostrar algumas ilustrações do livro.

domingo, 15 de janeiro de 2012

AUGUSTO FREDERICO SCHMIDT na voz de ELIS REGINA


Costumo dizer que muita tecnologia me assusta, às vezes. Em outras, agradeço continuar vivendo nesse mundo de mudanças tecnológicas assustadoras. Explico: hoje fiquei sem acesso à internet por muitas horas e me sentindo um pouco entediada por não ter ninguém em casa para conversar. Recebi algumas ligações das filhas, o que muito me agradou. Conversamos, rimos, pusemos a vida em dia.  
Não estava com vontade de ler nem assistir à televisão. O trabalho de casa, todo feito. Mesmo o jardim estava cuidado, considerando esses dias de chuva intermitente que tivemos. 
Enfim, resolvi assistir novamente a uns DVDs que guardo com muito carinho. Escolhi o de Elis Regina - o nº 1 de uma série de 3 - "Batucadas da vida", "Doce de Pimenta" e "Falso brilhante" .
Fico sempre emocionada, encantada mesmo, com a força artística dessa intérprete. As músicas - sempre da melhor qualidade - e a cumplicidade dela e do marido na época, César Camargo Mariano, saltava aos olhos.
Pois bem, lá pelas tantas, antes de cantar "Folhas Secas" - de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito - ela diz um poema de Augusto Frederico Schmidt.
Até aí, tudo bem. Muitos artistas da música entremeiam o show com poesia. Mas não sei se porque hoje me sinto particularmente sensível, ou porque a lembrança de Elis é constante, sei lá, o modo como ela diz o texto, o fato é que fiquei hipnotizada. Eu precisava compartilhar isto.  Vim para o word, apenas para registrar, mas quando finalmente houve disponibilidade da internet, decidi postar o registro do momento porque valeu a pena.
Acredito nesses momentos de enlevo diante da Arte e quis compartilhar.

Ah, talvez uma nota interessante: eu nem me lembrava de que o próximo dia 19 é a data do falecimento de Elis. O filho dela, Marcelo, fala em seu depoimento sobre o último 'café da manhã' e se recorda que era 19 de janeiro. 
Terá sido coincidência hoje ser uma data tão próxima?

Retrato do Desconhecido
Augusto Frederico Schmidt
Rio de Janeiro, 18 de abril de 1906 —  08 de fevereiro de 1965
Modernismo - 2ª geração

Ele tinha uns ombros estreitos, e a sua voz era tímida,
Voz de um homem perdido no mundo,
Voz de quem foi abandonado pelas esperanças,
Voz que não manda nunca,
Voz que não pergunta,
Voz que não chama,
Voz de obediência e de resposta,
Voz de queixa, nascida das amarguras íntimas,
Dos sonhos desfeitos e das pobrezas escondidas.

Há vozes que aclaram o ser,
Macias ou ásperas, vozes de paixão e de domínio,
Vozes de sonho, de maldição e de doçura.
Os ombros eram estreitos,
Ombros humildes que não conhecem as horas de fogo do
amor inconfundível,

Ombros de quem não sabe caminhar,
Ombros de quem não desdenha nem luta,
Ombros de pobre, de quem se esconde,
Ombros tristes como os cabelos de uma criança morta,
Ombros sem sol, sem força, ombros tímidos,
De quem teme a estrada e o destino
De quem não triunfará na luta inútil do mundo:
Ombros nascidos para o descanso das tábuas de um caixão,
Ombros de quem é sempre um Desconhecido,
De quem não tem casa, nem Natal, nem festas;
Ombros de reza de condenado,
E de quem ama, na tristeza, a sombra das madrugadas;
Ombros cuja contemplação provoca as últimas lágrimas.

Os seus pés e as suas mãos acompanhavam os ombros
num mesmo ritmo.
Mãos sem luz, mãos que levam à boca o alimento
sem substância,
Mãos acostumadas aos trabalhos indolentes,
Mãos sem alegria e sem o martírio do trabalho.
Mãos que nunca afagaram uma criança,
Mãos que nunca semearam,
Mãos que não colheram uma flor.
Os pés, iguais às mãos
— Pés sem energia e sem direção,
Pés de indeciso, pés que procuram as sombras e o esquecimento,
Pés que não brincaram, pés que não correram.

No entanto os olhos eram olhos diferentes.
Não direi, não terei a delicadeza precisa na expressão
para traduzir o seu olhar.
Não saberei dizer da doçura e da infância daqueles olhos,
Em que havia hinos matinais e uma inocência, uma tranqüilidade,
um repouso de mãos maternas.

Não poderei descrever aquele olhar,
Em que a Poesia estava dormindo,
Em que a inocência se confundia com a santidade.
Não poderei dizer a música daquele olhar que me surpreendeu um dia,
Que se abriram diante de mim como um abrigo,
E que me trouxe de repente os dias mortos,
Em que me descobri como outrora,
Livre e limpo, como no princípio do mundo,
Envolvido na suavidade dos primeiros balanços,
Sentindo o perfume e o canto das horas primeiras!
Não direi do seu olhar!

Não direi do seu olhar!
Não direi da sua expressão de repouso!
Ainda não sei se era dele esse olhar,
Ou se nasceu de mim mesmo, num rápido instante de paz
e de libertação!
*            *            *

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

'A CARTEIRA DE MEU TIO' - Joaquim Manuel de Macedo


Joaquim Manuel de Macedo é autor de " A moreninha" - seu romance mais conhecido e até adaptado para o cinema e a televisão.
Quando lemos pela primeira vez sua obra - geralmente no ensino médio, por "obrigação", porque o professor alerta que cobrará em prova, essas coisas -  não percebemos o extraordinário cronista de costumes que ali se apresenta. Há em seus escritos toda uma observação da época e uma fina ironia ao descrever os desmandos políticos e a vida das pessoas na cidade do Rio de Janeiro.

Transcrevo uns trechos de um outro livro do autor - "A carteira de meu tio" (publicado em 1855!)  - e que me chamaram a atenção pela pertinência e atualidade do assunto.

"Senhores, eu sou sem mais nem menos o sobrinho de meu tio: não se riam, que não há razão para isso: queriam o meu nome de batismo ou de família?
Não valho nada por ele, e por meu tio sim, que é um grande homem. Estou exatamente no caso de alguns candidatos ao parlamento e a importantes empregos públicos, cuja única recomendação é neste o ser filho do Sr. Fulano, naquele ser neto do Sr. Beltrano, e até às vezes naquele outro ser primo da Sra. Sicrana."
**

"Com efeito, do mesmo modo que sucede a todos os vadios de certa classe, a primeira idéia que me sorria, tinha sido a política!
- Mas olha que a política não é meio de vida - observou o velho.
- Engano, meu tio! A pátria deve pagar bem a quem quer fazer o enorme sacrifício de viver à custa dela."
**

"A pátria é uma enorme e excelente garopa: os ministros de estado a quem ela está confiada, e que sabem tudo muito, mas principalmente gramática e conta de repartir, dividem toda nação em um grupo, séqüito e multidão: o grupo é formado por eles mesmos e por seus compadres, e se chama – nós -; o séqüito, um pouco mais numeroso, se compõe dos seus afilhados, e se chama – vós -; e a multidão, que compreende uma coisa chamada oposição e o resto do povo, se denomina – eles -; ora aqui vai a teoria do eu: os ministros repartem a garopa em algumas postas grandes, e muitas mais pequenas, e dizem eloqüentemente: “as postas grandes são para nós, as mais pequenas são para vós” e finalmente jogam ao meio da rua as espinhas, que são para eles. O resultado é que todo o povo anda sempre engasgado com a pátria, enquanto o grupo e o séquito passam às mil maravilhas à custa dela!"

*          *           *

sábado, 31 de dezembro de 2011

TRISTE SURPRESA

Neste momento chega a informação da morte de Daniel Piza, jornalista e escritor, que acompanho desde seu primeiro trabalho publicado no jornal O Estado de São Paulo, em 1991.
Lamento pelas circunstâncias - um AVC aos 41 anos de idade - e pelo talento consolidado por seus artigos e livros. Uma pena.


Daniel Piza

 

domingo, 11 de dezembro de 2011

'A VOZ DO POVO...'


O mais famoso aniversariante de 25 de dezembro acaba sendo esquecido por causa das brilhantes luzes coloridas, o velhinho que distribui presentes e aquela árvore toda enfeitada de coisas.
Acho que estou entrando para o  rol daqueles cujo humor piora nesta época do ano. hihihihihi!!!!! 
É muito engraçado observar tanto as pessoas que exageram nas comemorações, quanto aquelas que suportam toda a hipocrisia social durante o ano mas se irritam quando chegam as festas de Natal e Ano Novo.
Admito ser uma diversão meio malvadinha, mas não resisto em trazer 'flashes' sobre o fim de ano. 

(...)E as festinhas de amigo secreto que reúnem um monte de inimigo explícito? Ninguém queria estar ali, mas sempre tem aquela animada de oliveira que faz questão de organizar o encontro em que gente que mal se falou durante o ano é obrigada a trocar gentilezas e presentinhos sem graça. Esta semana mesmo vi um amigo secreto num restaurante (no restaurante é pior ainda...) em que o clima estava mais para velório do que para fim de ano.
E a hipocrisia campeia solta nesta época, argh! Ontem mesmo a vizinha do 16º, que nunca olha na cara da gente, já estava toda sorridente, desejando "boas festas" para quem encontrasse pela frente... " (Luiz Caversan - Folha de S.Paulo, 11 de dezembro de 2011)
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"Meu sonho é passar a virada de ano preso no elevador. Sem ouvir rojões, sem ouvir buzinaço, sem que me pendurem louros nas orelhas nem me enfiem goela abaixo sete bagos de uva. E, especialmente, sem ser constrangido a pensar positivamente."
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"Na festa de fim de ano do Clube dos Vegetarianos o Presidente começa o seu discurso:
- Vou ser breve, senão o nosso jantar murcha!"
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"Foi um ano de esperança _ em primeiro lugar, no sentido de  "Eu me sinto esperançoso!"
E, mais tarde, depois de alguns meses, no sentido de "Eu espero que este ano termine em breve!"

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 “Se eu pudesse dormiria no final de novembro e acordaria em janeiro, quando este pesadelo tivesse passado”.  (taxista em S.Paulo)
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"Oxalá pudéssemos meter o espírito de natal em jarros e abrir um jarro em cada mês do ano."  (Harlan Miller)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

CARTAS


Buscando informações sobre a peça que Sura Berditchevesky estreia nesta quinta feira - baseada em cartas trocadas entre Drummond e sua filha Maria Julieta - encontrei o blog de Lionel Fischer, que recomendo.  Ali, o crítico e professor de teatro inicia sua crônica com um texto que me deixou reconfortada em relação à minha inabilidade com as coisas da informática. Percebi não ser alguém de "outro mundo". Aí está:

"Como já disse inúmeras vezes, sou completamente indiferente aos avanços tecnológicos no campo da informática - meu computador e eu mantemos uma relação extremamente delicada e não consigo resolver impasses que uma criança de três anos (com sono) resolve em segundos. Isto posto, cumpre declarar que sou completamente apaixonado por papel, por livros (adoro o cheiro deles) e por cartas - meus amigos costumam dizer que sou um homem, no máximo, do século 19, o que recebo como delicioso elogio."  Lionel Fischer

É isso: também me atrapalho com o excesso de recursos dessa invenção. Fiquei fora alguns dias - duas semanas - o que foi suficiente para um dos programas do meu computador ser desativado. Estou tentando corrigir e não consigo. Vou esperar meu neto chegar e pedir para que ele resolva o problema - o que, tenho certeza, será feito em segundos. (ah, esse meu neto não tem três anos, tem um pouquinho mais...)
Talvez eu devesse entrar para um curso de informática e aprender de vez essa encrenca, mas, sinceramente? não tenho a menor paciência com máquinas... E o computador... esse "ser" que compete conosco, me inibe, embora me ajude em algumas coisas.

Voltando ao assunto, a peça teatral chamou minha atenção justamente por se tratar de cartas, meio de comunicação que me fascina e que foi abolido do mundo atual. Adoro cartas - recebi e escrevi muitas -  e tenho algumas guardadas que me emocionam até hoje, como a de um professor dos tempos do "ginásio" - Professor Nilo Camilo Ayuppe . Nela, esse professor que eu admiro tanto, me trata como igual, não como ex-aluna; fala-me de suas alegrias e de suas contrariedades, dos seus sucessos e das injustiças do mundo, enfim, permanece um Educador, narrando, em primeira pessoa, a história comum a todos nós que estamos aqui em permanente aprendizado.
Guardo também muitas cartinhas de minhas filhas, quando ainda adolescentes, e depois quando estudavam ou passeavam em outras cidades.  Também cartas de amigos queridos, que por circunstâncias diversas se encontravam distantes fisicamente. São memórias de amor.
O que me encanta nas cartas é a disponibilidade das pessoas em reservar um tempo para escrever - manualmente - à outra, muitas vezes interrompendo ou adiando suas tarefas cotidianas, demonstrando a importância e o apreço de uma amizade. Isso não há mais. Ninguém tem tempo para o que realmente importa. Hoje, as pessoas nem se falam mais; visitas? conversas "olho no olho'? impensável. Nem mesmo o e-mail consegue suprir a tal pressa para tudo; os internautas estão preferindo as  'redes sociais', principalmente o 'facebook' , pela facilidade, rapidez e descompromisso de resposta. Estamos sempre 'na correria', como se diz. E para quê? 'Correr' para quê? O destino final continua o mesmo...
Já disse, inúmeras vezes, que essas invenções modernas facilitam a vida em alguns aspectos, mas em outros, podem também nos 'endurecer', tirando nossa humanidade.
As cartas nos aquietam a alma, voltam nossos pensamentos e nosso coração para o destinatário ou remetente, nos envolvem afetivamente.
Talvez por isso eu continue escrevendo - ainda que para mim mesma - aqui neste Baú do Ouriço, com esta Língua de Trapo - expressão tão antiga quanto o exercício de escrever cartas.

Carta
Carlos Drummond de Andrade

Há muito tempo, sim, que não te escrevo.
Ficaram velhas todas as notícias.
Eu mesmo envelheci: Olha em relevo,
estes sinais em mim, não das carícias

(tão leves) que fazias no meu rosto:
são golpes, são espinhos, são lembranças
da vida a teu menino, que ao sol-posto
perde a sabedoria das crianças.

A falta que me fazes não é tanto
à hora de dormir, quando dizias
"Deus te abençoe", e a noite abria em sonho.

É quando, ao despertar, revejo a um canto
a noite acumulada de meus dias,
e sinto que estou vivo, e que não sonho.

In:  Lição de coisas
 
*            *            *

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

MAIS HISTORINHA DA 'VÓ'

Hoje, mais uma historinha da juventude da 'vó'. 
Por causa do Google, que nos faz lembrar de Marie Curie, ou Madame Curie, como era chamada na época (época chic, não?).

Muita gente fica surpresa ao saber que gosto tanto de Física, uma vez que me formei na área de Ciências Humanas. Não que uma tendência anule a outra, mas as coisas são assim mesmo. Explico.
Certa vez, quando muito jovem, ganhei de presente uma coleção de livros cujo título era "As mulheres célebres da História" .  Sempre me interessei por leitura, pela história das pessoas, ou seja, literatura era mesmo a minha "praia".  

Pois bem, a tal coleção continha uns doze ou quinze volumes, não me lembro bem, cada um com a biografia romanceada de uma mulher que tivesse uma história de vida interessante ou que tivesse deixado a marca de sua passagem pelo mundo.  
Entre elas, Berthe Morisot (artista plástica, aluna e cunhada de E. Manet, neta do também pintor Fragonard), a princesa Carlota Joaquina (esposa de D.João VI, mãe de Dom Pedro I, Princesa Izabel e mais sete filhos, uma figura engraçadíssima), Madame de Pompadour (conselheira e amante do rei Luiz XV), George Sand ou Amandina Lúcia Aurora Dupin (escritora e amante do compositor F. Chopin), Joanna d'Arc (heroína francesa e santa), Cleópatra (rainha do Egito) e, claro, Marie Curie (estudante de Física, cujo namorado e depois marido tornara-se um cientista famoso) além de outras mulheres também interessantes.


Ao ler a história de vida de Marie Curie, fiquei encantada pela dedicação e persistência de uma mulher  diferente das de seu tempo, e que, por isso mesmo, teve a vida tão dificultada pelos padrões da época. 
Estudante aplicadíssima, mais tarde assistente do marido, foi a primeira mulher a conquistar o Prêmio Nobel (junto com o marido) pelos estudos sobre radioatividade. 
Desenvolvendo, paralelamente, o próprio trabalho, também foi a primeira cientista a receber o segundo prêmio Nobel, desta vez na área de Química, pela descoberta dos elementos rádio e polônio. 
Foi ainda a primeira mulher a ocupar o cargo de Professora de Física Geral na Faculdade de Ciências da Universidade de Sorbonne (França).

Sei que hoje tudo isso é muito comum, mas para mim, num tempo ainda em que nós, mulheres, nascíamos com a tarefa de nos preparar para ser boa esposa e mãe, a leitura da história dessas mulheres me fascinou , tornando-se um dos motivos por que gosto de ler biografias.

É isso: a história de vida de Madame Curie me incentivou a ser uma boa aluna de Física, ciência que me atrai muito. 
A Física veio por meio da Literatura. Não é bem legal?

O Google, com seus "doodle" ( é assim que se escreve?), sempre reativa a minha memória e me faz querer contar coisas que ficaram esquecidas. 

*        *        *

domingo, 30 de outubro de 2011

TÉDIO...TÉDIO...TÉDIO


Itatiaia, 29 de outubro de 2011 – sábado à noite

A data hoje é de lembranças. Boas, não tão boas, enfim, lembranças que só a mim dizem respeito. Só estou registrando. Nem há um motivo para isso. “Seja o passado, passado; tome-se outra vereda e pronto” (Miguel de Cervantes).
Sem internet – o provedor aqui em Itatiaia é muito ruim. A programação de TV nos fins de semana consegue ficar pior do que nos outros dias. Um calor sufocante anuncia chuva. Ah, também estou sem sono. Ou seja, tudo ao mesmo tempo colaborando para o tédio absoluto.
Resolvi que nada disso conseguirá me atrapalhar. Tive um dia solitário mas produtivo. Fiz o que havia programado para hoje.
Estive relendo Clarice Lispector – “A paixão segundo G.H.” – o que se pode notar pelo post anterior. Também uma escritora que me instiga, mexe comigo, me vira do avesso. Tive um professor que não gostava muito da escritura dela, dizendo ser muito voltada para os próprios sentidos... Tudo bem, gosto literário é assim mesmo. O autor brasileiro de que não gosto, definitivamente não gosto, é Jorge Amado. Por que será?
O que esse professor admira e reverencia são os escritos de Guimarães Rosa – e sabe tudo sobre o escritor. Aprendi tanto com ele (professor) que hoje, sem sombra de dúvida, esse é o autor da minha preferência em Literatura Brasileira.
Às vezes fico pensando: tive tão bons professores na área de Língua e Literatura... Não sinto o mesmo interesse nos jovens de hoje pela leitura de bons ficcionistas. Para esses jovens a leitura tem que ser ‘objetiva’, ‘servir para alguma coisa’, foi o que ouvi de alguns. Que coisa, não? Eles pensam apenas no  valor  informativo da leitura. Cultura, conhecimento, segundo eles, não ‘servem’ para nada. Por outro lado, se essa leitura informativa fosse feita de verdade, leriam os manuais desses aparelhos demoníacos que têm sido inventados. Mas nem isso... Não leem nem os comandos dos programas no computador. São sempre autodidatas, prescindindo da colaboração de outras pessoas às vezes mais experientes, embora não tão conhecedoras do tal mundo moderno. É como se não quisessem aprender com a experiência do outro. São individualistas, independentes, nascem sabendo de tudo... Tá bom.
Vou parar por aqui. Meus pensamentos estão à solta e quando isso acontece não há rédea que os conduza a um nível razoável de expressão. Parece que fico doida, sei lá, me expondo de maneira descontrolada. O texto acaba ficando confuso, desconexo – des-co-nec-ta-do, como essa bendita internet!
(Se houver acesso à internet amanhã, esse minitexto irá para o blog; em caso contrário, deixa pra lá... a notícia fica velha, né? Tô aprendendo...tô aprendendo...)
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Gosto muito da personagem Renée Michel de “A elegância do ouriço” porque apesar da rabugice vejo ali um certo desconforto quando seu interior se revela ‘inadvertidamente’. É claro que sendo a narradora-protagonista ela precisa ser assim, mas é muito interessante o leitor também poder sentir aquele constrangimento pela exposição do que ela pensa e sente.
E aqui - respeitando as proporções, por favor – é mais ou menos o que eu fiz. E me sinto constrangida.
*            *            *

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

VIVA E DEIXE VIVER


Nooossa! Hoje encontrei uma opinião sobre blogs - em um blog - e confesso que 'vesti a carapuça' várias vezes. 
Eu sou uma nulidade em termos de tecnologia em geral, informática, internet, essas coisas. Me atrapalho até com o telefone celular...
Tanto que aqui mesmo, no blog do Ouriço, aconteceu essa coisa chata de ficar sem acesso a Comentários em qualquer blog, inclusive o meu, e não sei como resolver. Já pedi ajuda no support e nada... Deixei pra lá e continuo postando as coisas de que gosto, enquanto for permitido sei lá por quem.
De qualquer modo, venho tentando me adaptar a estes tempos tecnológicos apenas para continuar 'conversando' com as pessoas, uma vez que o hábito da conversa está rareando...rareando.
Confesso que incorro, sim, em várias 'infrações internéticas' (hahahaha!!) segundo a Patricia Muller, do blog sinestesia.co.uk,  mas por absoluta ignorância internética (de novo). Desculpaê...

O que ela diz é o seguinte:

Estou com uma dificuldade enorme em achar blogs bons para ler. Blogs BONS, gente falando de coisas interessantes e não postando letras de músicas uma atrás da outra, copiando e colando textos que viram em outros blogs, etc… É claro que a definição do que é um bom blog varia de pessoa para pessoa. Para mim, tem que me acrescentar alguma coisa. Me fazer pensar. Me dar vontade de comentar. O que me faz, inclusive, pensar sobre o meu próprio blog…

E para ser chata por completo, blog bom tem que ter um layout decente, que utiliza fontes legíveis. O que tem de blog por aí com fundo preto, fonte branca ou vermelha tamanho “ponta de alfinete” é impressionante. Não dá vontade de ler. Isso porque eu tenho a visão perfeita, não uso óculos. Fontes enormes também ficam feias. Falta bom-senso. Também aos montes há templates que só funcionam direito no Internet Explorer. E, é claro, os blogs “penduricalhos”, parecendo árvores de natal, cheios de gifzinhos animados, coisas piscando, prompts em javascripts pulando na sua cara quando você entra no blog, sem função nenhuma – e nenhum conteúdo REAL. É claro que eu sempre acabo vendo um pouco a coisa da perspectiva do design, mas é tudo. Um bom site, não só um bom blog, tem que ter uma combinação de bom layout com bom conteúdo. Não que todo blogueiro precise ser um escritor profissional, ou que não tenha graça ler sobre “histórias da vida privada”. Mas precisa ter um texto agradável de se ler, senão, pra que publicar alguma coisa? Vejo muita gente postando causos pessoais pela metade, textos desconexos, que só fazem sentido para a pessoa que escreve. Pra que postar, então?
(...)
Verdade seja dita, cada um faz seu blog por motivos próprios, cada um se expressa à sua maneira, não quero ser crítica sem levar isso em conta. Mas para mim não dá… Se eu vou gastar meu tempo lendo alguma coisa, tem que me acrescentar algo. Ou ao menos me divertir. Ou me mostrar pontos de vista diferentes.  (blog http://www.sinestesia.co.uk/ – Patricia Muller)
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Tá bom, tá bom... questão de 'opiniães', não é, G.Rosa?

Só estou comentando a opinião da moça porque, de acordo com o perfil exibido no blog, ela é expert no assunto, além de morar nos States , país bem 'tecnológico' (ói o respeito, sô!).
Além disso, sei que preciso aprender  muito ainda sobre esse "admirável mundo novo" - só não sei se tão admirável assim. Enfim, na verdade, acho que concordo com ela em algumas coisas...

Bem, o que a salvou nessa crítica implacável foi o último parágrafo. Realmente, "cada um faz seu blog por motivos próprios, cada um se expressa à sua maneira", e ela se expressou também.

Tenho esse lado cafona e admito: adoro um gif, uma florzinha, uma gracinha...
Sou muito agradecida às pessoas que prestigiam meu blog, que têm paciência de ler minhas mal traçadas linhas, ler poemas, textos interessantes (pelo menos para mim), ver os posts de vídeos, ou que simplesmente dão uma passadinha por aqui; assim, procuro trazer coisas atraentes, bonitas, engraçadas, para que a vida fique mais leve.  E outra coisa: muitas vezes, neste mundo de excesso de informação e exposição, algo que nos chama a atenção talvez interesse a outras pessoas que, por algum motivo, não estão sabendo, ou ainda, muitas pessoas comungam gostos e pensamentos e gostam de saber disso.
Entretanto, costumo dizer que este blog  existe, antes de tudo, para mim mesma, para me distrair e também - por que, nâo? - para deixar um pouquinho de mim à mostra. Talvez eu seja egoísta, egocêntrica, ególatra, enfim... ego-tudo. Desculpaê, outra vez..

E o bjim minêro de sempre, uai!

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

HOJE É DIA DE MARIA (2)


Rodrigo Santoro e Letícia Sabatella cantando Melodia Sentimental,  de Heitor Villa-Lobos, com letra de Dora Vasconcelos.
Ficou bonito...

sábado, 22 de outubro de 2011

HISTÓRIA PARA MEUS NETOS


HÁ 50 ANOS...
O que vou lhes contar é fato e aconteceu há uns três dias. Faço questão de registrar aqui, no blog, ferramenta moderna, do seu tempo, que eu - atrevida, como sempre - insisto em utilizar, talvez para que possamos eliminar a tal barreira entre as gerações.
Temos uma relação de amor e carinho muito grande, por isso sempre que estou com vocês adoro quando me perguntam sobre "o seu tempo".
Quantas vezes fico maravilhada com o seu espanto quando falo das brincadeiras das crianças numa época em que não havia tantos recursos tecnológicos. Aos olhos dos netos - ávidos de histórias antigas - , vovó já 'nasceu' vovó.
Sei que é mesmo espantoso, para vocês, o fato de que a vovó também já foi criança, brincou com os amigos, foi adolescente, namorou, curtiu os artistas da época.
Ri muito, também, certa vez em que um de vocês viu minha máquina de escrever - aquela Lettera pequenininha - e achou extraordinário não precisar ligar na tomada nem ter impressora.
Pois bem, aqui vai mais uma historinha, esta, recente:
Ao abrir os e-mail (estou vivendo o tempo de vocês), reparei, em um deles, um endereço lá no fim da página, com um nome que despertou a minha memória.
Resolvi, então, entrar em contato com a pessoa para saber se o nome correspondia ao de uma colega do tempo do Ginasial (!), relacionado hoje à segunda fase do Ensino Fundamental.
Enviei o e-mail, desculpando-me pela invasão, mas querendo satisfazer minha curiosidade.
E não é que se tratava da mesma pessoa? Respondeu com outro e-mail muito gentil, dizendo-se agradavelmente surpresa pelo reencontro.
Dali, foi possível reiniciar uma amizade de 50 anos atrás! Temos a mesma idade e falamos, em linhas gerais, sobre o que aconteceu conosco nesses 50 anos, como tem sido nossa vida e como estamos hoje. Graças a Deus, a vida tem sido generosa conosco - com ela e comigo - alternando as dificuldades normais com alegrias e recompensas, como a presença de vocês.
O que eu gostaria que vocês percebessem é que a tecnologia está aí para facilitar a nossa vida, para reatar laços interrompidos por circunstâncias várias, para aproximar as pessoas e não para pretensamente congregar milhões de 'amigos' em redes sociais efêmeras. Não deve servir também para que as pessoas se isolem na ilusão de que não precisam do outro.
Digo sempre que a Internet é uma ferramenta fantástica, mas é fer-ra-men-ta. A amizade, a solidariedade, o amor são sen-ti-men-tos valiosíssimos e permanentes, privilégio das almas abençoadas.
Enfim, é só mais uma historinha da vovó.
O beijo e o amor de sempre.
* * *
Comemorando o acontecimento, um vídeo dos Beatles, ídolos na época de nossa juventude - minha e da minha amiga.
Ah, assistam também à música "Imagine", com John Lenon. Linda...linda. A letra fala do sonho da época, que, infelizmente, não se realizou.




sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MUNDO DISNEY

O Google hoje homenageia o centenário de nascimento de Mary Blair, artista de cartoons da Disney.
Muita gente sabe que sou leitora desde sempre. Aos cinco anos de idade lia revistinhas infantis e - claro - o mundo de Walt Disney me arrebatou  como a todas as outras crianças.
Sempre gostei muito dos desenhos lindos dos contos de fadas . Só não sabia, na época, quem os fazia. Mais tarde, já adolescente, tomei conhecimento da arte de Mary Blair e muitas vezes enfeitei meus cadernos com réplicas de seus desenhos. As cores suaves, os traços leves têm mesmo o apelo da inocência e doçura infantis. Às vezes, também, ousava utilizando cores fortes e contrastantes. Talvez tenha sido isso que me chamou a atenção desde criança. A variedade de expressão nas cores mantendo a mesma 'personalidade' não é algo simples mas Mary fazia com simplicidade.

Carruagem de Cinderela


Mary Blair trabalhando...

Alice no País das Maravilhas


Segundo alguns estudiosos, esse trabalho conceitual das formas e cores  representa a falta de sentido  do País das Maravilhas e também do nosso mundo real.  Disso não sei, mas gosto muito.

Há muitos cartoons interessantes. Todos lindos, lindos... E eu quis deixar registrada aqui a minha admiração pela arte de Mary Blair que coloriu minha infância e adolescência.




Informações do Google:
Mary Blair foi uma animadora, que com suas cores imaginativas, conseguiu introduzir a arte moderna nos estúdios Disney, ao longo de 30 anos. Com os seus trabalhos inspirou filmes e parques da DisneyLandia.

Frank Thomas disse: ''Mary foi a primeira pessoa que eu conheci, que tinha vários tons de vermelhos um ao lado do outro. Eu dizia: Você não fez isso! Mas Mary sim, ela tinha feito um excelente trabalho.''

Walt Disney amava o estilo doce de Mary fazer arte, e o  toque ''infantil'' que ela dava as suas obras. Foi o que disse o Disney Imagineering, Roland Crump ao historiador de animações, John Canemaker: ''Mary sabe se relacionar com as crianças, por isso, o seu modo de pintar é tão doce e maravilhoso.''

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

'SARAU EM MOVIMENTO'


Fim de semana animado e divertido. 
Convite para um "IV Sarau em Movimento", iniciativa de um grupo em Resende. Muuuito bom.
Pessoas que gostam de boa música e - dentre eles - vários artistas da região. Malu Rocha, ótima cantora  que se dispõe a, uma vez por mês, reunir seus músicos e quem mais quiser participar, para um sarau na casa de pessoas que se oferecem como anfitriãs.
Neste último sábado foi na casa de uma amiga da minha filha Liliane, a Cláudia Lyra. Fui convidada e convidei minha irmã Stela. O convite é uma graça:

Olá, Pessoas Especiais !
Com imensa alegria envio convite em anexo para a IV Edição do nosso Sarau em Movimento, que desta vez terá como anfitriã Claudia Lyra (até no nome ela tem música...rsrsrs )

Estamos muito felizes com a boa vontade, o entusiasmo e o desejo unânimes de continuar realizando este encontro tão especial !
Queremos manter acesa a chama e fazê-la crescer lentamente...
Queremos que se acheguem os que ainda não vieram !
Queremos ver fluir a expressão dos que assim desejarem.
Para tudo isso é preciso que todos tenham consciência do quanto é importante cada participação.
È um trabalho de pura cooperação, (que não envolve dinheiro, o que, nos dia de hoje, é pouco usual... e do quão raro é este espaço, que merece ser VIVENCIADO PLENAMENTE como cada um quiser, em forma de música, poesia, palhaço, mágica...

Mais uma vez, coincidentemente, teremos comemorações...
Este é o mês dos librianos.
Regidos por Vênus, eles amam a arte e a beleza!
Curioso, existe, estatisticamente, um grande contingente de librianos musicais cantantes, pelo mundo afora, e aqui conosco inclusive a própria anfitriã Cláudia Lyra e também no grupo dos convidados :
Dani Peixoto, Alexandre Magno, Ana Paula Santiago, Maurício Penna Firme, Rosane Felix,  José Philomeno, Erick Raydan, Andiana Freitas, Francisco Schwab, Simone Vieira, e me perdoem se esqueci alguém mais
( apareçam e cantem, no mínimo, Parabéns !!!!...rsrsrs)

Mesmo esquema de sempre, cada um leva sua bebida,
quem quiser contribuir com deliciosos quitutes será bem vindo
lembrem-se de confirmar a presença, ok ?
e digam se pretendem levar comida pra gente organizar.

Quem tiver habilidades cenográficas pode ajudar a enfeitar a casa !
Pedido especial : Seja abençoado quem puder ajudar o Maurício Laje com o equipamento de som (com carro grande e força para carregar...)
Estou enviando com os e-mails visíveis pra todo mundo poder se comunicar, ok ?
gratíssima
abraço
Malu

Impossível resistir, não? E foi realmente ótimo. O grupo é simpaticíssimo, comunicativo, sem frescura, enfim, reunião de gente da melhor qualidade!  E a música, então? Ecletismo puro. Teve de tudo: Vinícius, Chico Buarque, Frank Sinatra, Ray Charles, Samba de roda, Forró , Rock internacional, Rock brasileiro, enfim, um "caldeirão" maravilhoso. Valeu, mesmo!
E outra coisa: gente de todas as idades; de crianças (meus netos Pedro e Marcos também foram) a jovens e não tão jovens de idade, mas de animação e boa vontade. E de outras cidades da região: um casal veio de Volta Redonda.
Muito, muito bom. Estavam lá  músicos e seus instrumentos - bateria, teclado, violões, além da belíssima voz da Malu Rocha, outras pessoas também cantando - de repente, o som de uma flauta que se junta aos músicos... A cantora, de olhos fechados, continua a música. Quando termina, abre os olhos, encantada, olha para o flautista, agradece e pergunta: "Quem é você?". Ele então se apresenta e dali em diante teve também Chorinho com solo de flauta. Depois, continua com os músicos. Pura magia. Achei tão bonito!
É assim que acontece...
Ah, também já me ofereci como anfitriã para esses encontros. Desse modo, o Sarau continua em 'movimento' (adorei o título),  pois a cada anfitrião, novos amigos se juntam. Idéia bem legal que merece todo apoio. Vamos lá, gente!